Em novo ato contra a manutenção do deputado federal Marco Feliciano (PSC) à frente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), dezenas de parlamentares criaram uma frente em defesa dos direitos humanos e pediram nesta quarta-feira (20) a saída de pastor do comando da comissão. Segundo o líder do PT na Câmara, José Guimarães, a presença de Feliciano na CDHM é no mínimo muito delicada e o pastor deve deixar o colegiado. “A comissão precisa ser reconstituída e não pode retroceder”, destaca José Guimarães.
Mesmo com toda a pressão dos parlamentares para que deixe a presidência da CDHM, o pastor e deputado Feliciano resisti e diz que não vai renunciar ao cargo. “O partido é soberano, mas eu não renuncio”. Segundo informações do líder do PSC na Câmara, deputado André Moura (SE), para o site G1, Marco Feliciano analisa a possibilidade de renunciar à presidência da CDHM. A assessoria de Feliciano negou que ele cogite deixar o cargo na comissão.
Entre os parlamentares que querem a saída de Feliciano, o deputado Raul Henry (PMDB-PE) disse que Marco Feliciano está gerando um desgaste na Câmara, já que simboliza a intolerância, a homofobia, o fundamentalismo e o racismo. Para o líder do PSOL, Ivan Valente, Feliciano ofende e atenta contra os direitos humanos e usa o cargo para ganhar dinheiro e projeção política.
Segundo o Colunista da Revista Veja, no radar on-line, Lauro Jardim, “hoje, depois de mais uma caótica sessão da CDHM, o deputado pastor deu declarações peitando o PSC, que internamente já defende a sua renúncia, e até Henrique Eduardo Alves, que gostaria de vê-lo longe do comando do colegiado ainda hoje”.
Lauro Jardim, da Veja, disse ainda que por mais que tenha sido indicado pela legenda para assumir a presidência da comissão, Feliciano só sai da cadeira se quiser, ou seja, caso decida recuar e entregar o posto.













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